|
Narcisa Amália de Campos foi tradutora, poeta, escritora, crítica literária, jornalista brasileira e professora (São João da Barra, 1852 - Rio de Janeiro, 1924). A primeira mulher a trabalhar como jornalista profissional no Brasil, no Jornal Gazetinha, em Resende (RJ), acumulava as funções de redatora, tradutora do folhetim e revisora. Além de abolicionista, republicana e feminista, ficou conhecida como a poeta dos livres, já que seus versos equilibravam lirismo e ideais progressistas aos quais defendia, lutando principalmente por uma situação melhor para a mulher em pleno regime monárquico, alçando-se até ideais republicanos. Era professora primária e vivia disso, casou-se duas vezes e abandonou os maridos, o que, à época, não era visto com bons olhos, enfrentando, assim, todo tipo de preconceito, sobretudo o preconceito por ser bonita e cortejada por muitos homens do meio intelectual, em um contexto marcado pela impossibilidade da conjunção de beleza e inteligência numa mesma mulher. NEBULOSAS foi seu único livro. Publicado, em 1872, sua obra fez com que seu talento fosse celebrado por ninguém menos que Machado de Assis e pelo imperador D. Pedro II. Sua produção não se encerrou com Nebulosas, a autora continuou a atuar intensamente, sobretudo na imprensa periódica, produzindo poesias e textos com temáticas que perpassavam pela defesa do direito das mulheres, abolição da escravidão e defesa da República.
|